segunda-feira, 11 de outubro de 2010

...::: LIVRE ESCOLHA POR LIVRE VONTADE

Quantas vezes nos encontramos diante da encruzilhada de uma difícil escolha na vida? Inúmeras, é verdade! E quantas vezes queremos fugir dessas escolhas, principalmente, por medo das consequências? Umas tantas, também é verdade!
Esse medo nos assoma porque, em geral, esquecemos de recorrer à orientação dos nossos protetores espirituais; esquecemos de confiar plenamente nas palavras de Jesus, quando afirmou: “Vinde a mim todos vós que sofreis e que estais sobrecarregados e eu vos aliviarei.” (Mateus 11:28-30); esquecemos de que o Deus de Amor, Pai Amoroso de todos nós, não desampara nunca nenhum de Seus filhos.
Porém, o nosso íntimo nos lembra que toda escolha tem um resultado, seja ele bom ou não. Trazemos na nossa bagagem de inúmeras reencarnações conquistas pessoais que nos alertam para esses resultados em que podemos, mais tarde, colher frutos doces ou amargos das escolhas acertadas ou equivocadas que fazemos agora. Já sabemos que podemos plantar o que bem entendermos, mas imperativo é que nos lembremos também que devemos colher os frutos do nosso plantio.
Muito embora tenhamos nem que seja uma leve intuição do que seja melhor numa escolha, às vezes, o que se nos apresenta como o mais acertado não é exatamente o que queremos naquele momento e, daí, instala-se o conflito. Podemos até recorrer a outras pessoas, pedindo opiniões e conselhos, na esperança de que alguém facilite ou escolha por nós e nos livremos do peso que nos aflige. E, mais uma vez, esquecemos. Esquecemos de que os outros não são responsáveis por colher os nossos frutos; esquecemos que, doces ou amargos, devemos estar preparados para colhê-los nós mesmos. Neste ponto, identificamos outro medo: o de assumir a responsabilidade se o resultado, sob o nosso ponto de vista, não nos for favorável.
O nosso livre arbítrio é o fator determinante das nossas ações. Segundo os dicionários, a palavra “arbítrio” significa “determinação dependente apenas da vontade”. Portanto, podemos escolher livremente, baseados nas vontades que imperam no nosso ser. Mas, em sendo livres para escolher de acordo com a nossa vontade, devemos avaliar quais são os valores morais que já detemos e que nortearão essas escolhas. Nossa vontade revela o nosso nível evolutivo, senão para os outros, pelo menos para nós mesmos. Em que nível moral nos encontramos? O que nós já carregamos de aprendizado que poderá nos ajudar a escolher o melhor?
Cada oportunidade de escolha é também ocasião de aprendizado, de crescimento interior, de responsabilidade individual e coletiva, perante a Humanidade. E os resultados advindos são compatíveis com as nossas necessidades de aperfeiçoamento íntimo, proporcionando-nos, pela eternidade afora, possibilidades de escolhas cada vez mais acertadas, sempre condizentes com o nosso momento evolutivo.
Ao refletir sobre o que escolher, podemos nos servir da orientação de trânsito nas estradas que diz: “na dúvida, não ultrapasse”. Analisemos com calma e serenidade as condições que temos ao nosso dispor e de que forma as escolhas que necessitamos fazer vão atingir nossa vida e a do nosso semelhante. Acima de tudo, recorramos e confiemos na assistência dos bons Espíritos e no amparo prometido por nosso Excelso Irmão.

Rosemary Araujo – 19/05/2010 – 13h30

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